Um repensar sobre a Violência contra a mulher

A violência contra a mulher é todo ato que resulte em morte ou lesão física, sexual ou psicológica/emocional de mulheres, tanto na esfera pública quanto na privada, em casa ou qualquer outro lugar.

As vezes considerado um crime de ódio, este tipo de violência, visa um grupo específico, com o gênero da vítima sendo o motivo principal. Este tipo de violência é baseada em gênero, o que significa que os atos de violência são cometidos contra as mulheres expressamente, pelo simples fato de serem mulheres.

A violência contra a mulher é um problema de saúde pública que pode acarretar consequências médicas, psicológicas e sociais terríveis. As vítimas podem sofrer de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão, ansiedade, transtornos alimentares, distúrbios sexuais e do humor, além de vários outros. Outras consequências podem levar a vícios como exemplo, ser maior uso ou abuso de álcool, medicamentos controlados e drogas ilícitas, problemas de saúde, redução da qualidade de vida, comprometimento da satisfação com a vida, com o corpo, com a atividade sexual e com relacionamentos interpessoais.

Existe significativa associação entre violência contra a mulher e sintomas de dissociação, congelamento e hipervigilância. A relação com a própria imagem, a autoestima e as relações afetivas também são afetadas negativamente, o que limita a qualidade de vida. Esses sintomas podem ser duradouros e estender-se por muitos anos na vida dessas mulheres.

Enfim o que se passa na cabeça de um homem, que ocasiona tamanhos malefícios a uma mulher onde ele deveria somente fazer sua parte como ser humano? Ser homem, somente bastaria. Quais seriam as causas que levam eles a serem disfuncionais e por que as famílias não tomam providências para evitar tais comportamentos, quando percebidos na infância?

O número de casos aumentou drasticamente e tendem a aumentar sempre mais, se as políticas públicas continuarem como estão, são necessárias muitas adequações, mudanças no olhar da sociedade em relação a este assunto e principalmente na metodologia utilizada para educar crianças do sexo masculino.

Vemos muitas famílias educarem seus filhos, desde na infância com orientações que na grande maioria das vezes os levam a um perfil de homem machista, agressivo, violento, egoísta e sem empatia os levando a ficarem sem condição nenhuma de participar de uma família onde ele possa ser o pai de família e muito menos ter um casamento para equilibrado.

Existe a cultura em que filhos homens devem ser educados de forma diferenciada, o que tem ocasionado problemas futuros, quando esta criança crescer ela não irá interagir com a realidade de vida que temos no mundo lá fora, pois foi privado de muitas coisas importantes.

As próprias mães os criam, em um sistema onde são super paparicados/ protegidos, são servidos constantemente por todos da família, pois não podem ser contrariados de nenhuma forma. Crescem sem fazer nada em casa, sem resolver seus problemas externos e internos, já que sempre são os mais bonitos, inteligentes do que todos os outros e sempre é inveja ou implicância das outras crianças, quando reclamam de suas posturas inadequadas, nunca é do filho mimado/estragado, as mães disfuncionais entregam tudo nas mãos deles, impedindo que estas crianças seja seres humanos normais, saudáveis, ativos e principalmente que interajam com o mundo lá fora, que desenvolvam uma personalidade saudável, os tornam seres disfuncionais/defeituosos para o resto de suas vidas, em relação à interação com a sociedade e principalmente na relação com o sexo oposto, as mulheres.

Este tipo de educação tem produzido homens perdidos em sua função/importância dentro da sociedade, os mesmos não sabem qual papel devem desenvolver perante a vida. A normalidade do ser humano é nascer, crescer, reproduzir e morrer, dentro desta sequência temos a parte onde os humanos se relacionam entre si e se conhecem, se enamoram, casam e tem filhos, e é ai que está o problema, como uma pessoa que se acha o centro das atenções vai respeitar o outro em suas diferenças? O outro que foi educado de forma diferente?

Com essa educação para serem servidos sempre, como ele ocupará a função de homem da casa e pai de família de uma forma saudável que atenda todos as necessidades familiares?

A tendência atual é o homem inverter os papéis, a mulher trabalha fora, sustenta a casa, cuida das crianças, lava, passa, cozinha, vai ao supermercado, enquanto ele fica em casa, mas em casa sem fazer nada, sendo somente servido, pois se for cobrado de algo sempre levanta a carta de que está sendo humilhado pela esposa que ganha mais e blá, blá…

Outra situação é a de que não querem ter responsabilidade com nada nem ninguém, assumir namoro, noivado, casamento e filhos, para que né? Acham um absurdo custearem a casa e as necessidades da família, se são solicitados a ficarem com os filhos, a ajudarem em casa, isso se torna motivo de crise na relação, pois se acham agredidos e humilhados pela companheira, pelo fato de elas quererem somente ter uma família que desempenhe suas funções normais.

Outro detalhe importante e por que tratar a esposa bem? Vemos milhares de maridos falando mal de suas esposas para colegas de trabalho, familiares, enfim se acham as eternas vítimas por serem cobrados de questões básicas para manter um relacionamento, mulher que fica em casa é criticada, humilhada, agredida por que não é produzida, cuidada, mas tem que fazer tudo sozinha, mulher que trabalha fora tem que sustentar tudo, se cuidar e são acusadas de não darem atenção aos  maridos e filhos, que sempre independente do perfil da mulher estão cansados e justificam suas grosseiras e falta de educação por excesso de cansaço, mas se um colega chamar para jogar bola, assistir um jogo estão prontos na mesma hora e descansados. Alguns adquirem vícios como colecionar carros, motos, dentre outros objetos em que se dedicam com exclusividade e esquecem de suas funções básicas de seres humanos que tem que seguir/atender a certas normas e rotinas para manutenção da vida em família.

Uma das formas que eles encontraram para impor a maneira como foram educados e não se adequarem a suas próprias famílias é agredir/coagir/anular a companheira, de maneira que consigam suprir as necessidades de seu egocentrismo exacerbado, independente do que tenham que realizar.

Alguns ficam somente nas agressões psicológicas/emocionais, outros já passam para agressões físicas e finalmente a prática do feminicídio, outros realizam todas as formas de agressões possíveis ao mesmo tempo e pasmem sabem o que ouvimos das famílias deles e amigos? Que a fulana fez por onde merecer.  Mulheres induzindo homens a agredirem outras mulheres, isso mesmo, mães induzindo seus “coitadinhos/estragados” a agredirem suas companheiras. Isso está certo?

Finalizo, deixando a reflexão de que o problema está nas estruturas familiares que educam gerando comportamentos/posturas inadequadas, que encobrem desvios de personalidade, que os induz a não assumirem suas responsabilidades familiares, que não incentivam a pratica da empatia e muito menos os ensina a se colocar no lugar do outro, enquanto que essas mulheres deixam suas famílias para constituírem a delas e que por motivos como os citados anteriormente estão morrendo pelo simples fato de quererem tem uma família funcional, onde cada um tenha as suas responsabilidades.

 

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