Uma caixa de poemas genuinamente brasileira

Não é de hoje, querido (a) leitor (a) que você sabe o quanto gosto de poemas e muitas vezes os escrevo. Estou um pouco sem tempo agora, mas não poderia deixar de prestar homenagem a todos os poetas nesta terça-feira, 20. Lá se foram 44 anos desde quando surgiu o Dia do Poeta, criado na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro, Paulo Menotti Del Picchia, por conta do Movimento Poético Nacional.

Com o apresamento imposto pela pandemia muitas foram as dicas que você deve ter visto de livros, leituras em todos os lugares. E isso é muito bom por aproximar pessoas, principalmente pais e filhos. Del Picchia tinha um traço próprio em apresentar de forma moderna, o temperamento triste do brasileiro. De acordo com sua biografia, ele defendia a integração da poesia com os tempos modernos, a liberdade de criação e da arte genuinamente brasileira.

Com certeza não podemos ver os escritores como concorrentes, mas mostrar aos leitores os seus diferenciais na escrita. E não se trata de usar belas palavras ou termos difíceis, porém o que toca quem está apreciando aquela leitura e tem a capacidade de te fazer viajar. Se jornalista quer uma capa, elaborar a melhor manchete, que alguém leia sua matéria e compreenda, o poeta pensa quase da mesma forma. Estou abrindo minhas redes sociais e vendo outros jornalistas adentrarem ao mundo dos poemas, assim como psicólogas e tantas outras profissões.

Para a poetisa e doutora em literaturas de Língua Portuguesa, Sandra Araújo, o “livro pode ser uma ótima distração para os dias de Covid-19 e a atividade de leitura enriquecedora para o tempo ocioso,” conta. A Biblioteca Nacional Digital mesmo possui um acervo com 35 registros voltados à busca de poemas. Já para poesias são 67 registros. Acesse aqui para leitura: http://bndigital.bn.gov.br/.  Para ler poesia é todo um processo que envolve silêncio, sentimentos e experiências. Talvez você já tenha seus escritores preferidos ou escritoras que leva pelo caminho da vida e pode nos contar sobre eles, indicar livros e até o que sentiu em determinado momento da leitura.

Ler é uma forma de se envolver com a linguagem, decifrar emoções, aprender a recitar e até trabalhar a voz. Outro exemplo é a Amazon juntamente com o poeta Raul J. Franco que disponibilizaram o livro “Poemas para se ler na quarentena”. São 40 poemas que falam sobre diversos assuntos desde luz até amor. De acordo com o autor, “não cabe ditar a lógica que guiou a seleção destes poemas que acabam dialogando entre si”. Parabéns a todos os meus amigos poetas e às minhas amigas poetisas que se esforçam em nos levar mais amor e humor através de suas escritas divulgadas quase que diariamente sejam em caixas digitais ou de formas expressivas.

 

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