Viver a sororidade é um exercício diário

Imagem reprodução - Universa - Uol
Ana Paula Rodrigues
Ana Paula Rodrigues, é Coach Eleitoral de mulheres, especialista em Direito Eleitoral, especialista em Direito do Trabalho, Palestrante em inclusão feminina na política e colaboradora do site Na Pauta Online – DF

Nesta edição vamos tratar de um conceito novo que eu particularmente me identifiquei muito, a SORORIDADE.

Presente no feminismo, significa: a união e aliança entre mulheres, baseada na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. O termo está diretamente ligado a solidariedade entre mulheres, desconstruindo assim, qualquer rivalidade entre elas. A expressão tem se disseminado com a expansão recente dos feminismos, inclusive entre as jovens mulheres, e com a consciência de que a sororidade é um caminho importante para enfraquecer a misoginia ainda dominante em nossa cultura — analisa Ana Liési Thurler, integrante do grupo de pesquisa Vozes Femininas, da Universidade de Brasília (UNB).

Mergulhadas acriticamente na sociedade, muitas vezes, não nos damos conta dos processos misóginos em nosso entorno. Sua origem vem do latim, “soror” cujo significado é “irmã”, motivo que me fez ter uma simpatia instantânea pelo nome. Acredito que só através desta união, desta aproximação entre irmãs, nos sentiremos menos inseguras e mais dispostas a lutar por nossos direitos, cujo objetivo principal será preencher o vazio que existe dentro de cada uma de nós quando nos sentimos sozinhas, desmotivadas, incapazes e somente com alianças fraternas como esta é que nos farão entender que estaremos sempre uma com as outras, agindo em prol de todas.

O que define verdadeiramente este conceito tão contemporâneo não é só o pacto entre mulheres relacionado às dimensões ética, política e prática do feminismo, mas uma base de sustentação cujo alicerce está focado na empatia e no companheirismo.

Viver a sororidade é um exercício diário e pode estar presente em pequenas atitudes, tais como não enxergar outras mulheres como rivais apenas por elas serem mulheres; não usar palavras relacionadas ao comportamento sexual para xingar uma mulher – tire termos como “vagabunda” e “vadia” do seu vocabulário, ajudar quando você puder: compartilhe conhecimento, conselhos, cuide de uma garota que não está passando bem na balada e fique atenta para situações em que uma pequena atitude pode significar muito para outra mulher; não julgar a outra mulher pela roupa que ela está usando. São pequenos comportamentos que farão toda a diferença!

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