Enfermidade é negligenciada no Brasíl e cerca de 30 mil novos casos são detectados todos os anos

O Janeiro Roxo é um mês de conscientização e combate à hanseníase, uma doença crônica contagiosa. Segundo o Ministério da Saúde, ela é fácil de diagnosticar, tratar e tem cura. Mas se for diagnosticada tardiamente pode trazer graves consequências aos portadores e seus familiares pelas lesões que incapacitam fisicamente.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) explica que situação negligenciada é aquela que é alvo de desatenção, desconsideração, displicência, descaso, indiferença, menosprezo. E que infelizmente, a hanseníase é considerada assim. A SBD diz que isso transparece pela omissão de alguns tomadores de decisão e segmentos da indústria farmacêutica que não visualizam com prioridade a prevenção e o tratamento da doença.

Conscientização

O Ministério da Saúde e a SBD vem trabalhando com ações preventivas, promocionais e curativas, principalmente com equipes de saúde da família em todas as questões complexas que envolvem a hanseníase. Para abordar essa conscientização sobre a doença, a população precisa ser informada em relação aos sinais, sintomas, tenham fácil acesso ao diagnóstico e tratamento para que seja orientada durante o processo de cura.

Sinais e sintomas

 A SBD sinaliza para os seguintes sinais e sintomas que todos devem se atentar:

*Manchas na pele com mudanças na sensibilidade dolorosa, térmica e tátil;

*Sensação de fisgada, choque, dormência e formigamento ao longo dos nervos dos membros;

*Perda de pelos em algumas áreas e redução da transpiração;

*Inchaço e dor nas mãos, pés e articulações;

*Dor e espessamento nos nervos periféricos;

*Redução da força muscular, sobretudo nas mãos e pés;

*Caroços no corpo;

*Pele seca;

*Olhos ressecados;

*Feridas, sangramento e ressecamento no nariz;

*Febre e mal-estar geral.

Onde buscar tratamento

 O ideal é buscar um posto de saúde mais próximo se apresentar algum desses sinais e sintomas ou a equipe de saúde da família. Em Goiânia, de acordo com a Superintendência de Gestão de Redes de Atenção à Saúde, as unidades de saúde do município que realizaram atendimento a pacientes com diagnóstico de hanseníase em 2021 foram o Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia – CROF, e os ambulatórios clínicos. De janeiro a dezembro do ano passado foram realizados mais de 1800 atendimentos a usuários portadores de hanseníase.